Outubro Rosa: Brasil deve ter 59,7 mil novos casos de câncer de mama no ano


Câncer de mama é o que mais atinge e mata mulheres em todo o mundo; estilo de vida pode ajudar na prevenção

Outubro marca o mês de prevenção ao câncer de mama, doença que deve atingir 59,7 mil novos registros este ano no Brasil, de acordo com estimativa do Instituto Nacional do Câncer (Inca). Esse tipo de tumor é o que mais causa a morte de mulheres, apesar do baixo índice de letalidade em caso de tratamento adequado no momento certo.

Por isso, é necessário prevenir.

A quantidade de novos casos em 2018 é a mais alta já esperada. Em 2006, por exemplo, o governo estimava 48,9 mil diagnósticos. Agora, 56 a cada 100 mil mulheres podem começar a ter a doença. O estudo do Inca é bienal e os dados deste ano valem também para 2019. Assim, em dois anos, pode-se ter quase 120 mil registros da doença no país.

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A estimativa do Inca é bienal e, para cada ano, é indicada a mesma quantidade de casos.

O Ministério da Saúde indica que o principal fator de risco para esse câncer é o envelhecimento “A maioria dos cânceres de mama são diagnosticados em mulheres acima de 55 anos. E entre 5% e 10% dos casos são hereditários, ou seja, por defeitos genéticos herdados”, explica a mastologista Thais Santarossa, do Hospital América, de Mauá (SP).

O fator hereditário é observado em um a cada 10 casos de câncer de mama. Para quem tem histórico familiar, a mamografia deve ser feita anualmente a partir dos 35 anos. Para as demais mulheres, o exame deve ser realizado a cada dois anos a partir dos 50 anos. Tudo isso aliado ao autoexame, que pode ajudar a identificar irregularidades na mama.

Alguns detalhes podem ser notados pela mulher. “Nódulos mamários, vermelhidão, aspecto de casca de laranja, alterações no mamilo, saída de secreção ou sangue e nódulos nas axilas”, afirma a médica. Não é comum sentir dor nessas situações. Ao perceber qualquer uma dessas características, deve-se procurar um hospital. A rapidez ajuda a tratar melhor a doença.

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Foto: Divulgação/Hospital América.

Como funciona a doença

Os tumores surgem a partir de células que sofrem mutações. Enquanto uma célula comum morre quando há um defeito em seu DNA, as células que causam o câncer permanecem ativas e passam a se reproduzir sem controle, de maneira aglomerada. Depois de aglomeradas em alguma parte do corpo, essas células podem escapar e chegar a outros órgãos.

O câncer de mama tem quatro estágios, baseados no tamanho do tumor e nas metástases (quando as células atingem outros pontos do corpo). Assim, segundo Thais Santarossa, “o tratamento adequado depende do estágio da doença e basicamente consiste em cirurgia, quimioterapia e hormonioterapia”.

Além do histórico familiar, são fatores de risco o consumo de álcool, o excesso de peso acompanhado de sedentarismo, a alta densidade do tecido mamário e problemas no sistema reprodutor. Segundo o Inca, os exames de rotina e um estilo de vida saudável podem ajudar a evitar 30% dos casos de câncer de mama.

Na estrada pela vida

Deise Baldoino Silva foi diagnostica com a doença há seis anos. O médico foi negligente, não investigou o tumor e o caso se agravou. Sem conseguir atendimento em Anápolis (GO), ela fez viagens de 30 horas – de ônibus – para se tratar em São Paulo. Depois de 12 quimioterapias e 21 radioterapias, ela já recuperou os cabelos e pode dizer que está curada.


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