Editorial: País precisa combater a ameaça fascista que Jair Bolsonaro representa


O apoio da oposição a Haddad é a garantia de que no futuro haverá oposição, já que a liberdade democrática do país está em xeque

A expressiva votação alcançada por Jair Bolsonaro (PSL) no primeiro turno das eleições deste ano inspira uma união nacional. União contra não apenas o retrocesso proposto pelo candidato, mas contra o atraso de pensamento daqueles que com ele concordam.

Não é aceitável que a democracia do país seja colocada em xeque por alguém que defende a tortura e a violência e que pratica a discriminação em todas as suas esferas. Muito pior, que se defenda isso apenas para evitar que um partido adversário chegue ao poder.

O autoritarismo ditatorial de Bolsonaro tenta reforçar e transformar em política de Estado o racismo, a homofobia, o etnocentrismo, a xenofobia e o machismo. Esta nação não pode regredir ainda mais do que regrediu com Michel Temer (MDB) no poder.

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As investidas antidemocráticas de Bolsonaro são aprofundadas por seu vice, general Mourão (PRTB). Este já criticou o 13º salário e recentemente fez comentários racistas. E sempre se sai com a desculpa de que sempre está “brincando” ou foi “mal interpretado”.

É preciso que não apenas Guilherme Boulos (PSOL), Ciro Gomes (PDT) e Marina Silva (REDE) declarem apoio a Fernando Haddad (PT) no segundo turno. Todos os demais precisam fazer isso, momentaneamente, para que a partir de janeiro retornem à oposição.

“Temos todo o interesse em que as forças democráticas progressistas estejam unidas em torno desse projeto de restauração, de um projeto de desenvolvimento com inclusão social”, declarou Haddad durante entrevista coletiva em Curitiba (PR), hoje (8).

Parece loucura ou até mesmo utopia, mas é o necessário com a atual condição política do país. Porque, se Haddad não chegar ao Planalto com o apoio de sua oposição, é bem provável que a oposição seja extinta do país com o autoritarismo que nos ameaça no outro lado.

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Eleitor, não se deixe enganar pelo ódio propagado pelo fascismo. Porque você pode ser uma das primeiras vítimas desse novo sistema. Antes da preferência política pela esquerda ou pela direita está a necessidade básica dos princípios democráticos e de direitos humanos.

Se você critica o sistema político da Venezuela ou da Coreia do Norte, saiba que o mais próximo que podemos chegar desses dois países é com a eleição de Jair Bolsonaro. E isso não tem nada a ver com socialismo, comunismo ou capitalismo. Tem a ver com liberdade e direitos.

Por isso, é preciso declarar o apoio à candidatura de Fernando Haddad.


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